quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Violência




A barbárie invade a grande cidade
tiros de miséria para todos os lados
alça de mira em cada esquina

O medo é irmão do tal pânico
ambos brincam no alarde sinistro
passeiam em situações e cérebros
deixando suas sementes de desespero

Os possuidores de tudo filmam o nada
sempre vigiando todos os cantos
censurando e aplicando a polícia homicida

A sirene é ligada juntos aos alarmes
da fome nas vidas desassistidas
a violência do salário mínimo controlado
povo mantido alienado e maltratado

A violência anda de lingerie ainda criança
são infâncias fatiadas pela tv
pessoas abatidas pelas propagandas
vivendo suas vidas em perigo

Adolescentes virando dementes
homens e mulheres apenas cadáveres
que compram caixões sendo escravos
Idosos que só sofrem e se doem

Os povos enlouquecidos perdem seus juizos
numa fúria natural de uma tempestade forte
em direção da busca para com uma ancora afundar
colocar seu navio danificado para o fundo mar




MonoTeLha

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